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terça-feira, 15 de abril de 2014

ser forte na sua fragilidade

E quantas vezes você já fingiu que não estava vendo o problema, e rezou para o problema fingir que também não estava te vendo? Deixar para depois é só o começo daquilo que chamamos de ‘bola de neve’ e que o nosso coração conhece bem. Uma palavra engasgada vira uma frase não dita que vira um sentimento sufocado que vira angústia, gastrite, amargura e por fim – a morte de tudo em que acreditamos. E quando tudo aquilo em que acreditamos perde a vida, o sentido e a esperança evaporam com a mais triste facilidade. Os adiamentos nos transformam em vulcões. Viver como um vulcão é manter um coração em eterna disritmia e pulmões que parecem não caber dentro do peito. A respiração é sempre fatigada e o coração está sempre em frangalhos. E depois de morrer por cada coisa que te escapa das mãos e da sensação de não se ter mais nada a perder, você consegue colocar para fora tudo aquilo que te desagrada. Mas, como agora se transformou em vulcão, isso acontecerá como a lava, que destrói tudo aquilo que a rodeia. No momento de erupção, não há a possibilidade de escolher a quem você quer atingir e qual a intensidade. Todos saem profundamente feridos e magoados. Talvez, o segredo de não ser um homem vulcão ou uma mulher vulcão, seja encarar o problema, com olhos e coração bem abertos, e quem sabe, você até perceba que aquilo que parecia uma montanha gelada – pronta para uma avalanche – não passava de apenas um floco de neve.

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